Amar a Pátria
é um dever de todo o cidadão

Sábado, 22 de Julho de 2006

a quem interessar...

A oferta de Cahora-Bassa
Fernando Gil

Exmos Senhores

Como poderão verificar é Portugal que fica com o ónus de "má fé". Apenas lamento que nunhum Senhor(a) Deputado(a) ainda nada tenha perguntado ao Governo de José Sócrates a razão da "fita" feita na RTP em Novembro de 2005 ao lado do Presidente Armando Guebuza, além de todas as restantes questões que entretanto fui colocando. Da forma que o assunto é exposto até parece que Moçambique tinha "em caixa" o dinheiro para pagamento da contrapartida acordada, o que me parece não ser bem verdade.

A sair hoje em Maputo:

Cahora Bassa é fundamental - diz o presidente Guebuza

O PRESIDENTE da República, Armando Guebuza, considerou o "dossier" Cahora Bassa como sendo o assunto nacional fundamental de momento para o país, ao constatar, com certa satisfação, a maneira insistente como os jornalistas moçambicanos queriam saber um pouco mais sobre o "dossier".

Maputo, Sexta-Feira, 21 de Julho de 2006:: Notícias

 

Já fora do período normal da duração da conferência de Imprensa em Bissau e quando os profissionais da comunicação social tinham já os gravadores desligados, o presidente prosseguiu e comentou nos seguintes termos :
Quero vos dizer que estou muito sensibilizado com a vossa preocupação. Isso demonstra que a Imprensa está preocupada com os interesses nacionais. E isto é que deve ser reflectido, a todo o momento, pois, ajuda a criar os consensos nacionais, também a criar consensos fundamentais não só no país, como também nas pessoas que de fora olham para o nosso país e dizem "estes conhecem quais são os interesses principais" e, neste caso, Cahora Bassa é fundamental.
Situando em seguida aos jornalistas sobre o teor da conversa que manteve com o primeiro ministro português, José Sócrates, Guebuza disse que o governante informou lhe que ainda não estava em condições de assinar o acordo final, uma vez que havia diligências a fazer, e tendo em conta que o acordo foi negociado com Portugal, Moçambique só esperava que este país pudesse honrar os seus compromissos o mais depressa possível.
Guebuza falou com os jornalistas momentos depois de ter conferenciado com o governante português que a seu pedido aproveitou a estada em Bissau para lhe dar o ponto de situação sobre este complexo caso.
O presidente da República lembrou que quando em Novembro do ano passado foi assinado o memorando de entendimento em Lisboa foram definidos prazos que hoje não estão a ser cumpridos.
Perante este novo cenário, que deita por água abaixo o entusiasmo inicial, o "Noticias" quis saber, de forma insistente do estadista moçambicano, se o Governo ainda não tinha esboçado medidas de pressão com vista a forçar Portugal a acelerar o processo, ao que ele respondeu desta forma :
Moçambique manifestou já a sua preocupação de ver o assunto tratado o mais rapidamente possível. Como já disse nós definimos prazos que agora não estão a ser cumpridos. Nós queremos é ver o assunto fechado com a máxima brevidade possível, mas não podemos determinar prazos das diligências que Portugal está a fazer.
A uma outra pergunta sobre o que não teria sido acautelado no acto da assinatura do memorando de entendimento em Lisboa, o presidente disse que "nós sempre trabalhamos na boa-fé e nesta mesma base avançámos convencidos que havia condições para ser assinado o acordo. Só que neste momento, Portugal diz que ainda há diligências por fazer".
Naturalmente, nós temos que aguardar por essas diligências, sublinhou o presidente.
Porque já é público que a entrega de Cahora Bassa está presa à EUROSTAT, uma entidade de registo e controlo contabilístico europeu, questionámos ao presidente se nesta sua deslocação à Europa aproveitaria o momento para matar "dois coelhos numa só cajadada", falando com a EUROSTAT, ao que respondeu peremptoriamente da seguinte maneira :
Eu não negociei com a EUROSTAT, nem com a União Europeia, negociei foi com Portugal e é deste pais que espero a resposta.
ALFREDO MACARINGUE

 
Fernando Gil
MACUA DE MOÇAMBIQUE

Com os meus cumprimentos e desculpas pela insistência

Fernando da Silva Inácio Gil

Cartão de Eleitor da Charneca de Caparica – Almada  nº D-856

 NOTAS FINAIS:

1 - Não tendo todos os Senhores Deputados endereço electrónico público (talvez para não serem incomodados por quem neles votou), solicito que as Direcções dos respectivos Grupos Parlamentares façam o favor de entregar a esses cópia deste texto.

Portugal Ressuscitado editou às 08:18
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Domingo, 16 de Julho de 2006

Salvou Portugal da "bancarrota"

Salvou Portugal da "bancarrota"
 

Interessante e transparente o artigo do Senhor António Justo.

Não sei qual seriam as reservas de ouro que existiam no Banco de Portugal antes da Revolução de Abril de 1974. E também não posso avaliar quantas toneladas já foram vendidas nos (quase se perde a conta) Governos que dirigiram os portugueses depois do dia da liberdade que lhes foi dada.

Eu (os outros que pensem na melhor maneira que acharem) analiso que as reservas de ouro de um país, são sem ponta de dúvida um símbolo de riqueza, como era a de um lavrador que (no tempo que os havia em Portugal), ao longo de sua vida, as suas economias iam sendo investidas em ouro: voltas, arrecadas, pulseiras para as filhas e umas correntes de ouro para os rapazes que vaidosamente, aos domingos, penduravam nas casas do botões dos coletes. Era isso a identificação da riqueza e da economia forte do ti Manel, do Ti Jaquim lavradores. Portugal com as guerras todas e mais uma coloniais (enfrentar o desacordo internacional) as reservas de ouro do Banco de Portugal estavam intocáveis. Porém se sabia que os políticos (os do contra e em desacordo com a política do Prof.Marcelo Caetano e herdada do proeminente economista Dr. Salazar) já lambiam o beiço para virem a ser os donos do ouro do Banco de Portugal, claro está dos portugueses.

O Governo é deles e as barras do ouro que deveriam ultrapassar mais ou aproximadamente um milhão de toneladas. Mas, pouco anos depois e no  executivo do Dr. Mário Soares já não havia divisas estrangeiras que chegassem para fazer tocar um cego a sua viola. Ouvi ao Dr. Mário Soares a proferir na televisão (numa altura que foi a Portugal de visita a uns familiares): portugueses terão que apertar mais um furo ao cinto e, quando se deslocarem para os empregos utilizem um carro onde se metam uma sérias de amigos, etc. etc.. Se um português tivesse necessidade de ir ao estrangeiro, emigrar mesmo era lhe concedido uns 12 contos e este montante registado nas últimas folhas do passaporte. Em 1980 a economia de Portugal estava de ceroulas com um atilhos amarrados junto aos artelhos. O papel nota ninguém o aceitava no exterior, quando no governo da ditadura o escudo era uma das moedas mais fortes no mundo e de prestígio. O escudo era mais personalizado que a peseta. Salvou Portugal da "bancarota" a entrada no clube da União Europeia. De lá vieram milhões de ECU e estes foram aplicados selvaticamente e hoje estamos como estamos. Economicamente malíssimos e as reservas de ouro a zarpar para os "senhores do mundo", os américas.

Mas voltando ao lavrador e agarrado às raizes económicas que aprendeu na casa dos pais e avós, sou se desfazia do seu ouro se acontecesse uma desgraça na sua casa. O ditado bem o diz: "vão se os aneis e fiquem os dedos".... eram os dedos das mãos para voltar a reconstruir a sua economia. Acertadamente e lucidamente o Sr. António Justo diz: As verdadeiras reservas do banco de Portugal "são os emigrantes" com as suas remessas. E são mesmo! Nos meus longos anos de emigrante (47 anos) e depois de ter lidado com muitos "Zés Emigrantes iguais a mim), em todos eles, depois de instalados e começarem a trabalhar a suas preocupações eram: amealhar uns cobres, mandá-los à família ou para a ajudar a viver ou depositá-los na CGD. Muitos fizeram autênticos malabarismo para conseguir enviar uns "dinheiros" para Portugal quando nos países onde trabalhavam não autorizavam a transferir divisas para o exterior. Chegavam a comprar lotaria, premiada, da Santa Casa de Misericódia de Lisboa , para os bilhetes serem rebatidos em Portugal que tinham sido trocados pela moeda local que já não circulava no exterior. Portugal de momento fazem-se poucos filhos e a prova nisto está o encerramento de maternidades.

Os emigrantes portugueses no estrangeiros que são uns milhões, os da primeira, da segunda e da terceira geração já não fazem filhos, mas fazem-nos os da quarta e quinta mas  os filhos que nascem, muitos já de sangue caldeado pela mistura de sangue luso com o de outras etnias, Portugal já a eles não lhes diz nada. Alguns falam um pouco de português algaraviado e outros não falam mesmo uma palavra sequer. Este  caso vive comigo! Tenho uma filha de 20 anos; em minha casa há  umas boas centenas de livros de autores portugueses; come-se comida portuguesa ( a minha mulher de 26 anos chinesa aprendeu a cozinhar caldo verde e batatas com bacalhau), gosta muito de Portugal, já foi por duas vezes (um mês e meio por cada) e fala pouco mais de meia dúzia palavras da língua de Camões. A minha filha não é um caso isolado igual ao dela há outros milhares pelo mundo. Estudaram em escolas e universidades dos países onde os pais foram acolhidos e neles vão trabalhar e constituir família. Com isto os da primeira (já velhinhos e outros partiram), os da segunda e da terceira gerações, ainda vão enviando remessas de dinheiro para Portugal, mas os da quarta e os da quinta duvido que mandem.

Por último os políticos que a gente teve (todos) não foram visionários em cima do futuro de Portugal e não tiveram olhos de ver para construir um Portugal estável, demográficamente; e não viesse acontecer a desertificação dos meios rurais onde se vêm só velhos, a caminhar vergados de reumatismo e à espera que Deus os leve para o céu. Porque as miséria desta gente não lhes pode conceder um lugar no inferno, mas no céu, porque o inferno já o tiveram na terra. É a tragédia da "diáspora", que alimentamos mundo com gente (E BOA!) e o Mundo, de onde partimos é um mundo , que não tarda a raça lusa a extinguir-se.

 Alfredo Mateus Catarino

 

 

Portugal Ressuscitado editou às 22:12
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Segunda-feira, 3 de Julho de 2006

Portugal luta desesperamente...

 

Denúncia bem fundamentada deste complexo  económico

 neo-corporativo e salazarento

«Portugal vive num sistema cartelizado»


Há já muito que aqui no Claro vimos tipificando o nó górdio que amarra as forças deste país e não só impede o seu desenvolvimento como o pressiona, de forma permanente e pesada, para o fundo. Temos-lhe chamado
o complexo neo-corporativo e salazarento...  

De certo modo, poder-se-à dizer que, contra este devorismo actual,   Portugal luta desesperamente para manter a boca fora de água e conseguir respirar, mesmo se nem consegue ver bem o que o pressiona para baixo...  É claro que o funcionamento deste complexo durante longos anos, supõe a existência muito sustentável de uma  promiscuidade política  do Complexo salazarento e neo-corporativo com a instância política... Por ser este o nosso ponto, é muito interessante anotar a denúncia de uma das componentes des complexo neo-corporativo e salazarento e dos seus modos de funcionamento e de como ele pratica a promiscuidade com dirigentes partidários e políticos. A denúncia visa o "reino do betão" mas poderia referir outros segmentos ou sub-sectores de bens e serviços "não-transacionáveis", de "direitos adquiridos" ou do que aqui chamamos o mercadismo leninismo...

Na sua corajosa denúncia, Paulo Morais aponta que:

 "Portugal estar a viver, hoje em dia, «uma situação dramática», de «sistema cartelizado: um grupo restrito de pessoas domina o País». As «corporações que já mandavam em Portugal antes do 25 de Abril», precisa. Garantindo que para mudar o sistema «são precisos políticos com coluna vertebral» e que «em Portugal temos políticos que não são mais do marionetas ao serviço de interesses obscuros», Paulo Morais denuncia «um tráfico de influências generalizado» nas obras públicas, ao mesmo tempo que recorda que «a maioria dos partidos e da vida partidária é financiada por empreiteiros e imobiliárias». E  assegura ainda que o Ministério Público tem «informação bastante para intervir»...    

José Mateus Cavaco Silva

Portugal Ressuscitado editou às 22:09
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