Amar a Pátria
é um dever de todo o cidadão

Domingo, 15 de Janeiro de 2006

Medo da democracia!!!

Quem tem medo da democracia?

 

A declaração de Garcia Pereira censurada ? quem tem medo da Democracia ??

Este é o texto integral da apresentação ? na passada 2ª feira, dia 9/12/05, na Casa do Alentejo ? da candidatura de Garcia Pereira às eleições presidenciais, e que foi censurado pela grande maioria dos orgãos da Comunicação Social, com as televisões à cabeça.

Se acha que todos os candidatos devem ter iguais oportunidades para expressar os seus pontos de vista, e se também entende que em Democracia não há candidatos "de 1ª" e "de 2ª" pelo que são inaceitáveis quaisquer actos de (mesmo que encoberta) censura, então comece já a combatê-la, dando a máxima divulgação ao texto censurado, não porque tenha de com ele concordar integralmente, mas sim porque considera que todos os pontos de vista devem ter direito a poderem expressar-se !


MEUS QUERIDOS AMIGOS
MINHAS SENHORAS E MEUS SENHORES
MEUS CAROS CONCIDADÃOS E CONCIDADÃS

O nosso País está doente !

Estamos hoje a atravessar ? ninguém se atreverá a negá-lo ? uma crise extraordinariamente profunda, e que já não é só política, nem só económico-financeira. É também uma agudíssima crise de natureza social e cultural.

Já não é só a independência económica de Portugal que se encontra gravemente posta em risco. É também, e sobretudo, a sua própria identidade como país e a nossa própria identidade como Povo.

É preciso contudo dizer ? e dizer de forma muito clara ! ? que esta situação, cada vez mais agravada e sempre agravada à custa de quem trabalha, tem responsáveis, e que esses responsáveis têm rosto e têm nome.

Nos últimos trinta anos, e muito em particular nos últimos vinte, temos vivido uma situação caracterizada por o PS e o PSD se alternarem sucessivamente no Poder, sempre dizendo ao Povo, após a desgraça da governação anterior, que ?agora é que é?, que logo que tenham os votos dos cidadãos e com eles cheguem ao Poder irão resolver a crise, melhorar as condições de vida dos portugueses, baixar os impostos, aumentar os salários e as pensões, elevar as condições de vida e de saúde, reformar o ensino, proteger e incentivar a cultura.

E uma vez lá chegados, logo esquecem as promessas eleitorais, rasgam os compromissos que assumiram, e passam a fazer exactamente o oposto daquilo que prometeram, dando-nos afinal e sempre ?mais do mesmo? !...

É assim que somos hoje um país sem Agricultura, sem Pescas, sem Indústria e praticamente sem Serviços. Um país com os mais baixos salários e pensões de toda a União Europeia. Um país em que os velhos são obrigados a trabalhar cada vez até mais tarde e depois, enquanto (mal) sobrevivem e entretanto não morrem, são olhados como alguém que está cá ?a mais?, a receber uma pensão que representa um custo e que só serve para agravar o défice ? para estes oportunistas bom, bom era que todos morrêssemos antes da idade da reforma, elevada entretanto por conselho de algum ?tarólogo da Economia? para lá dos 80 anos, não havendo assim então praticamente quaisquer pensões a pagar !? ?

Somos também um país em que os jovens, cada vez mais, não encontram ocupação profissional compatível com as suas habilitações nem meio de subsistência própria.

Temos aliás uma média de licenciados e qualificações superiores duas vezes e meia inferior à média europeia e todavia ? uma parte significativa dos desempregados, e em particular dos jovens desempregados, são precisamente esses trabalhadores mais qualificados !?

Os nossos campos votados à miséria e ao abandono estão hoje a ser comprados, mecanizados e explorados por empresas espanholas que produzem na nossa própria terra os produtos que lhes temos depois de comprar.

Uma das nossas maiores riquezas como é o mar está presentemente vedado por completo aos pescadores portugueses e entregue aos apetites das bem apetrechadas e modernizadas frotas estrangeiras, com a espanhola à cabeça.

Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2005 da ONU, Portugal é o país com o mais elevado índice de desigualdade de repartição de rendimentos (o chamado ?índice de GINI?) de toda a UE de 25 membros, tendo por outro lado, e pelo segundo ano consecutivo, voltado a cair na tabela de desenvolvimento humano da mesma ONU, ocupando agora o 27º lugar.

A nossa memória colectiva é todos os dias espezinhada (a ponto de, como triste mas bem significativo exemplo, a sede da polícia política do fascismo ? a Pide ? em vez de preservada, ir ser transformada num condomínio de luxo), a nossa inteligência é insultada e aqueles valores que desde sempre nos caracterizaram e constituem a nossa própria identidade cultural são todos os dias esquecidos e desprezados.

Trinta anos após o 25 de Abril, a anti-cultura do oportunismo, do ?vira-casaquismo? do ?lambe-botismo? e do medo está instalada de alto abaixo da nossa sociedade. Por toda a parte se prega que o melhor é agacharmo-nos, é calarmo-nos perante o que está errado, é trairmos o nosso colega ou apunhalarmos pelas costas o nosso camarada de trabalho para nos tentarmos safar individual e egoisticamente.

Sim ! Portugal é hoje um país onde muitos portugueses, na empresa, na Administração Pública, no Estado voltam a ter medo de falar. Onde se retalia contra quem tem princípios, contra quem tem a espinha vertebral direita ! Onde na grande Comunicação Social só passam as verdades oficiais e onde só têm direito à palavra os pregadores do regime. Onde todos somos hoje rigorosamente vigiados por toda a sorte de mecanismos e dispositivos e sobretudo por serviços de informações em verdadeira roda livre que, em surdina e nas nossas costas (as mais das vezes pela mão de democratas ditos ?socialistas?), foram montando uma verdadeira orquestra negra, que hoje ninguém conhece e em que ninguém consegue ter mão !

Temos uma Justiça que, de forma cada vez mais ostensiva, só persegue e só atinge os mais pobres e os mais fracos, e que deixa na completa impunidade a alta criminalidade, seja por inépcia, seja mesmo por não ser politicamente oportuno atacar os poderes económico-financeiros que estão por detrás daquela.

Temos um aparelho judiciário em que os seus órgãos estão muito mais interessados em manter e em exercer o seu próprio poder e os seus próprios privilégios do que em fazer realizar a verdadeira Justiça. Temos uma Justiça que se transformou numa verdadeira ?arma de arremesso?, através designadamente das sempre cirúrgicas violações do segredo de Justiça e de não menos cirúrgicas e autênticas operações de assassinato cívico e político, em que ? tal como já muitas vezes tive oportunidade de denunciar ? aquelas violações e aquelas operações representam balas bem mais eficazes do que aquelas que assassinaram John Kennedy e Martin Luther King.

Substituiu-se a presunção constitucional de inocência pelo pidesco princípio da presunção de culpa. Os direitos, liberdades e garantias do cidadão comum encontram-se hoje restringidos, manietados, inutilizados como nunca !

Trinta anos após o 25 de Abril de 1974 temos assim uma ditadura substancial, disfarçada sob o manto diáfano de uma democracia cada vez mais formal e mesmo de opereta !

Em suma: temos hoje no nosso querido Portugal um país adiado e permanentemente negado, e temos um povo ameaçado e manietado.

É, pois, tempo de dizer: BASTA !
E o primeiro passo para o dizer é compreendermos que esta situação de crise gravíssima tem responsáveis e tem rostos. Tem responsáveis que são, acima de tudo, o PS e o PSD. E tem rostos que são precisamente os daqueles abencerragens que são os primeiros e principais culpados pela catástrofe social, política, económica e financeira que é hoje Portugal. E que, ainda por cima, têm o desplante e o desaforo de se apresentarem agora perante o Povo Português a querer voltar ao Poder para acabarem de destruir o que ainda não espatifaram por completo.

Esses responsáveis chamam-se Dr. Soares e Dr. Cavaco. E é contra eles, como os grandes dirigentes políticos da miséria, da fome, do desemprego para o Povo Português e de grande perda da independência para o nosso país, é contra a sua política, que o mesmo Povo Português se tem, e se deve, erguer !

Não temos memória curta e não esquecemos o que fizeram ao nosso País ! Esta gente, como disse recentemente um escritor, expropriou-nos dos nossos sonhos. E agora quer expropriar-nos também da própria República !?

É que a forma como as candidaturas destes dois homens estão a ser impostas ao cidadão português representa exactamente o mesmo tipo de golpes palacianos e oportunistas que liquidam a Democracia e que aliás conduziram à derrocada da I República.

O Dr. Cavaco, pretendendo surgir de entre as brumas do nevoeiro e da balbúrdia do agravamento da crise como um novo ?salvador da Pátria?, apenas emergindo um pouco mais a Sul do que Santa Comba Dão ? O Dr. Soares, avançando para impedir uma candidatura democrática e patriótica que podia e devia ter surgido, e agarrando-se desesperadamente à cadeira do Poder, unicamente para garantir que um Governo traidor das suas promessas e profundamente anti-popular como é o do Engº Sócrates possa ir até ao fim dos quatro anos da legislatura, com tudo o que de desastroso isso significaria para o Povo Português.

Esta é, pois, uma altura em que talvez como nunca antes, se impunha ? e se impõe ! ? como absolutamente necessário um Presidente da República democrata, patriota, cioso de defender o País, o seu Povo e a sua Constituição.

Que não admita golpes anti-democráticos e inconstitucionais como o do já estafado golpe de um Partido se apresentar ao eleitorado com um dado programa, obter com base em tal programa os votos populares e assim chegar ao Poder, e uma vez aí instalado fazer rigorosamente o oposto. Um Presidente que considere que um tal tipo de conduta, entretanto e infelizmente tão banalizado, constitui, porém, um verdadeiro impedimento do regular funcionamento das instituições democráticas, retirando daí e sem medo ou hesitações todas as consequências políticas. Um Presidente que preze a independência nacional do nosso país e não o queira ver transformado numa mera província espanhola. Um Presidente que tome como sua bandeira a defesa dos direitos, liberdades e garantias dos seus concidadãos e de todo não admita que um só cidadão possa ser silenciado, discriminado ou perseguido.

É óbvio que Soares e Cavaco não serão de todo esse Presidente de que o País e o Povo precisam, mas antes o seu oposto. Como é óbvio que os outros candidatos já anunciados, sob argumentos oportunistas como o do voto útil, irão ou desistir a favor de Soares logo na primeira volta ou votar nele na segunda volta. Como é ainda óbvio que, no fim destas eleições, se tudo continuasse na mesma, o que nos esperaria a todos, fosse com Cavaco, fosse com Soares, era o desastre total !

É, pois, altura de começar a mudar. A mudar radicalmente. A criticar e a atacar o que está mal. A protestar contra o que é injusto e incorrecto. A não embarcar mais nas fábulas e nas patranhas com que desde há décadas nos vêm enganando !

Este país tem futuro ! E o Povo Português sempre se tem mostrado capaz de vencer os maiores desafios !

O que é imperioso é mudar de agulha, é traçar o rumo certo, é começar a navegar no azimute correcto e mostrar que é possível vencer.

É preciso, não aumentar impostos e diminuir salários, mas antes criar economia. É preciso voltar a criar, naturalmente em moldes modernizados e tecnologicamente avançados, a nossa Indústria, a nossa Agricultura, as nossas Pescas ! É preciso afirmar a identidade social e cultural própria de um País ! É preciso garantir os princípios essenciais do Estado de Direito e salvaguardar os direitos e liberdades cívicas fundamentais ! É preciso combater a lógica e a ideologia do oportunismo, do ?golpe?, da mentira, do engano, do nacional saloismo ? de que um dos exemplos mais recentes foi a procissão política a Tróia ? em suma, do escarro quotidiano nas nossas inteligências.

É preciso mostrar que o País não está perdido ! Que, mesmo no seu silencioso e sofrido quotidiano, há milhares, dezenas, centenas de milhares de cidadãos dispostos a lutar, dispostos a erguerem a sua voz e a dizerem ?Não ! Não vou por aí !?

É este o meu ideário e é esta a minha firme disposição !

Por mim, estou disposto a travar esse combate pela Liberdade, pela Democracia, pela Justiça, pelo Progresso e pelo Bem Estar dos cidadãos portugueses. Por fazer de Portugal um país avançado e progressivo. Onde o mérito seja reconhecido. Onde as pessoas sejam consideradas pelas suas competências e pelas suas capacidades e não pelo seu servilismo e pela cor do seu cartão. Um país onde nos sintamos felizes e realizados. Onde valha a pena viver !

E é exactamente por isso que, hoje e aqui, perante vós e formalmente, me apresento e me proponho como candidato às próximas eleições presidenciais !

Conto com o vosso apoio !

Viva o Povo Português !

O Povo Vencerá !

Lisboa, 12 de Setembro de 2005

António Garcia Pereira

http://www.garciapereira-presidenciais2006.net/

Portugal Ressuscitado editou às 11:10
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