Amar a Pátria
é um dever de todo o cidadão

Domingo, 9 de Dezembro de 2007

A propósito da REGIONALIZAÇÃO

REGIONALIZAÇÃO - SIM OU NÃO?

A propósito das intenções anunciadas por alguns dirigentes do PSD e PS



Como cidadão responsável e preocupado com o meu País e com os meus concidadãos não posso deixar de me questionar no que está por trás de mais esta investida dos dois partidos do Centrão dos Interesses. E neste forum coloco algumas questões para reflexão. A exemplo do que se está a fazer com o novo Tratado Reformador ou Tratado de Lisboa da União Europeia,

também no tema da Regionalização do país, nada se discute de sério e profundo.

Algumas figuras de proa do PSD e PS lançam para a opinião pública a ideia da Regionalização, dourando-a, fazendo falsas promessas aos portugueses,

para que estes os apoiem cegamente.

Contra este tipo de tentativas, de manterem os portugueses na ignorância, me bato.

E por isso lanço alguns tópicos breves sobre este tema para que as pessoas reflictam sobre o caminho que agora alguns querem, os mesmos que perderam o Referendo da Regionalização. Sem preocupações de encher este texto com definições (se quiserem poderei fazê-lo) aqui deixo as minhas próprias reflexões sobre esta matéria.

Se quiserem tecer comentários fico desde já agradecido.




1- O que é a Regionalização, na prática?

Regionalização é a divisão do País em regiões, independentes ou com grande grau de independência, face ao Governo Central de Portugal!

2- O que se ganha em Regionalizar?

Aparentemente ganha-se em descentralizar o Poder Central, aproximando o poder de decisão dos cidadãos! Isto é, em vez de ser Lisboa a decidir tudo, as Regiões decidirão o que é bom para os cidadãos!

3- É isto verdade?

- Só em parte. Porque se realmente há a vontade de aproximar o poder de decisão dos cidadãos, então nada melhor do que dar às Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia os poderes e os meios necessários para que estes órgãos decidam do que é preciso para as suas populações.

O que tem sido feito pelos Governos do PSD e do PS é o seguinte:

- Dão mais Responsabilidades às Câmaras e às Juntas mas não lhes têm dado o dinheiro e autonomia para decidirem e assim poderem fazer tudo aquilo que é necessário para melhorar as condições de vida dos portugueses!

- Ou seja, os Governantes do PSD e do PS dão por um lado e tiram por outro.

4- O que se perde com a Regionalização?

- Devolvo a pergunta aos cidadãos, colocando-a da seguinte forma:

A) * Será que Bruxelas respeita mais um Governo Central que representa dez milhões de pessoas ou um presidente de uma região que represente duzentos ou trezentos mil cidadãos?

B) * Partindo o País em Regiões, Portugal fica mais forte ou mais fraco para defender os seus interesses na União Europeia?

5- Quem ganha com a Regionalização?

- Os novos senhores, que por delegação dos seus Partidos vão ter uns LUGARES bem pagos.

- É que no Governo Central já não há mais lugares para distribuir. Já não há mais benesses para dar e portanto querem criar mais lugares políticos para dar aos amigos.

6- Quem perde com a Regionalização?

- Todos os portugueses de Boa Fé, que Amam o seu País que lhes foi dado em Testamento pelos seus Pais, Avós, Bisavós, enfim pelos seus antepassados.

- Perdem os Presidentes de Câmara e de Junta de Freguesia sérios, aqueles que lutam com a falta de meios e que vêem surgir por de cima deles uma estrutura política que não tem razão de ser e que os vai impedir de reclamar junto do Governo da Nação os meios a que têm direito para melhorar as condições de vida das suas populações.

7- Quem está mais perto das populações?

- Um Presidente Regional ou um Presidente de Câmara ou de Junta de Freguesia?

Pensem nisto caros Portugueses pois querem, e estão, a enganar-nos!

8- Argumento Histórico

- Um Povo, com Língua comum, História comum, Interesses comuns, nomeia os seus representantes para que o Governe, organize a vida em sociedade, que os defenda de outros povos!

- Ou seja um Povo constitui-se em Nação coesa a qual nomeia um Governo que trabalhe para o bem desse mesmo Povo.

- Portugal é o ÚNICO PAÍS EUROPEU, a que a uma NAÇÃO/POVO corresponde um ESTADO UNO.

- Temos 860 ANOS de existência! Estes novos senhores, seduzidos por interesses estrangeiros, querem agora destruir o que foi construído com o suor e o sangue dos Portugueses durante gerações! E nós cidadãos de bem vamos permitir que isto aconteça?

- A resposta para mim é clara: NÃO!!

- Você, caro Leitor, decida, se quer vender Portugal ou se tem orgulho em ser Português.

- Acresce a tradição de séculos em Portugal: o Municipalismo.

Na realidade em Portugal sempre se tentou aproximar o Governo dos cidadãos e isso sempre foi feito dentro destes princípios.



Mudar para melhor, tudo bem!

Mudar para mudar, só para mudar, Não!

Mudar para piorar e afastar os populações do Governo da Nação, NÃO!



Se ALGUNS SENHORES querem criar mais alguns lugares e poderes para os seus amigos e clientelas do PS e do PSD arranjem outra forma de o fazerem.

Por esta via, Não!

Miguel Mattos Chaves
Gestor de Empresas
Mestre em Estudos Europeus
pela Universidade Católica
 

Portugal Ressuscitado editou às 10:24
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4 comentários:
De camaradita a 9 de Dezembro de 2007 às 15:51
Li, gostei e estou de acordo com a sua posição sobre a regionalização.

É importante enquadrar este debate na nossa História.Há-de constatar que os defensores da regionalização nunca a ela se referem. O PCP chega ao ponto de afirmar que o poder local só existe em Portugal a partir da revolução liberal (1820), o que é uma mentira.

Portugal é, por tradição, a-regional.

Tenho um pobre Blog só para esta questão, onde vou combatendo os regionalistas:
"camaradita.blogs.sapo.pt"

Cumprimentos


De José Severo a 4 de Janeiro de 2008 às 16:26
Nesta questão da regionalização não são normalmente equacionadas as questões centrais, que se referem à estrutura administrativa em que vivemos e que foi importada, concebida e erguida -principalmente no período entre 1820 e 1842 - sem nunca ter funcionado, a não ser como suporte de interesses corruptos. Resistiu à Regeneração, à 1ª República , ao Estado Novo, e tem resistido até hoje, exactamente porque nela se estribam os piores poderes do Portugal Profundo. O "poder local" de resto inscreve-se no que de pior o 25 de abril trouxe a Portugal, atomizando o país em mais de 300 feudos aos quais só falta um ministro dos negócios estrangeiros e um exército para terem o mesmo grau de independência que hoje tem a maioria dos países.

A regionalização, assim, só faria sentido no quadro de uma reorganização administrativa geral da qual deixo aqui um exemplo teórico - e absolutamente impossível, por se opor aos interesses de todos as pessoas e partidos com poder:

1. Extinção das Juntas de Freguesia e dos Distritos (criações desvairadas do século XIX, que nunca funcionaram)

2. Aumento do número de concelhos que ficariam, genericamente , com os poderes e atribuições que hoje têm as freguesias.

3. Criação de regiões, também genericamente, com os poderes que hoje têm os concelhos.

Isto não tornava Portugal civilizado, nem sequer provavelmente habitável, mas diminuía neste sítio o número de pares dos estadistas africanos, mais de metade dos quais, como bem disse Ana Gomes, deviam estar presos.


De Carlos a 25 de Março de 2008 às 18:11
Eu sou um regionalista convicto. Mas a favor de uma verdadeira e real descentralização e não aquela que muitos querem que é descentralizar de Lisboa para centralizar no Porto ou Coimbra.
O Porto deverá, tal como Lisboa, ter a sua área metropolitana e não tentar deitar mão aquilo que, por exemplo, só aos minhotos e aos transmontanos diz respeito. Como transmontano reivindico o direito á minha região. Não me revejo, nem tem qualquer sentido, ser englobado numa hipotética região norte. Tal significaria mudar o sítio da centralização. Para regionalizar, regionalize-se a sério. Não tentem atirar-nos areia aos olhos, usando a regionalização como farsa para encobrir para outros interesses e afirmações bairristas.


De Carlos a 25 de Março de 2008 às 18:13
Mais, fala-se em regionalizar o continente, mas devia falar-se em regionalizar o país. Não fará sentido, veja-se a confusão em Espanha, existirem regiões de 1ª e regiões de 2ª. Porque é que uma região de Trás-os-Montes tem que ter menos poderes que a região dos Açores? Insularidade não nada justifica nos nossos dias.
Regionalize-se o país no seu todo. Escolha-se o modelo e os poderes a atribuir à regiões, mas iguais para todas. Os Açoreanos ou Madeirense não são menos, nem poderão ser mais, que os restantes portugueses.


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